quarta-feira, 6 de abril de 2016

Precisamos falar sobre Super Heróis (e sobre cultura)


"Baseado na história de vida do próprio diretor Sanjay Patel, o filme Os Heróis de Sanjay (do original Sanjay’s Super Team) mostra a relação entre um garoto, seu pai e sua cultura.
 
Sanjay é uma criança de ascendência indiana que, porém, tem preferências ao mundo ocidental. Os dois universos são radicalmente opostos, o que faz com que ele tenha conflitos internos sobre do que gostar ou como se sentir. Até o momento em que ele participa de um tradicional ritual com seu pai mas, entediado, acaba acessando um mundo interior onde interage com três divindades do hinduísmo: o macaco Hanuman, a Deusa Durga e o Deus Vishnu. Sanjay aprende que a solução de seus conflitos é o caminho do equilíbrio e percebe que os deuses hindus podem ser tão interessantes como qualquer outro super-herói."


Share |

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

A de açafrão

"Extraído dos estigmas das flores de uma variedade de Crocus sativus, planta da família das Iridáceas. É usado desde a Antiguidade como especiaria, principalmente na culinária mediterrânea, sua região de origem. Para preparar 1 quilo de açafrão são processadas manualmente cerca de 100 mil flores."

Fonte: Abril Coleções. Índia. São Paulo: Abril, 2010. p. 160.

Share |

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Meghdoot/Meghadūta de Kalidas/Kalidasa - Nuvem mensageira

Share |

Dance, dance, dance...

Dança essa comigo?

Share |

domingo, 13 de dezembro de 2015

A cidade não conta o seu passado, ela o contém...



"A cidade se embebe como uma esponja dessa onda que reflui das recordações e se dilata. Uma descrição de Zaíra como é atualmente deveria conter todo o passado de Zaíra. Mas a cidade não conta o seu passado, ela o contém como as linhas da mão, escrito nos ângulos das ruas, nas grades das janelas, nos corrimãos das escadas, nas antenas dos pára-raios, nos mastros das bandeiras, cada segmento riscado por arranhões, serradelas, entalhes, esfoladuras."

CALVINO, Italo. As cidades invisíveis. São Paulo: Companhia das Letras, 1990. p.14.

Share |

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Mulheres escrevem a Índia... Literatura indiana: 10 livros de escritoras sobre a Índia que você precisa ler


Estes são meus livros favoritos sobre a Índia disponíveis em português. Sim, eu sou apaixonada por literatura indiana e pelos livros do Salman Rushdie, mas a proposta é listar apenas livros de grandes mulheres escritoras: oito nascidas na Índia (ou de famílias de origem indiana) e duas brasileiras.

1) A SENHORA DAS ESPECIARIAS de Chitra Divakaruni.

A escritora nascida em Calcutá constrói uma narrativa bela e sensível, com descrições fabulosas de especiarias indianas e suas indicações. Tilo, a narradora deste romance, é uma mestre das especiarias que veio da Índia para uma cidade nos Estados Unidos, onde tem uma loja de produtos naturais indianos. Após uma longa aprendizagem desde a infância, ela está preparada para ajudar as pessoas com seus conhecimentos do uso das propriedades mágicas das ervas, até que se apaixona... 
Dá vontade de correr para o mercado, comprar as especiarias e utilizá-las em nossa casa! 
(Não indico, mas há um filme inglês "baseado" neste livro com a famosa atriz indiana Aishwarya Rai no papel de Tilo. Decepcionante!)


Escrito por uma jornalista nascida em Delhi este é um daqueles livros surpreendentes que parecem te tirar do eixo. São tantas representações e referências ao misticismo indiano, templos, gurus e práticas religiosas indianas que nos chegam através de filmes, livros, reportagens e documentários que constroem um imaginário sobre a Índia que não corresponde a realidade. A autora não desrespeita a cultura indiana e suas manifestações religiosas, mas os 13 ensaios geniais que compõem esse livro gravitam em torno de assuntos como a viagem dos Beatles na segunda metade dos anos 1960, os gurus do sexo tântrico e as práticas de meditação transcendental que fazem sucesso no Ocidente. Gosto de outros livros dela, mas este é o livro que eu sempre recomendo aos amigos que querem viajar para a Índia ou estão encantados com o misticismo indiano... 

3) O DEUS DAS PEQUENAS COISAS de Arundhati Roy

Arundhati Roy nasceu no nordeste da Índia, mas foi criada no Kerala, onde se passa este seu único romance (os seus outros livros são não-ficcionais). É a escritora com a trajetória pessoal mais interessante e já veio ao Brasil participar do Fórum Social Mundial de 2003 em Porto Alegre. Filha de uma ativista pelo direito das mulheres, ela é ativista política anti-globalização, crítica da política capitalista norte-americana e da democracia.
Mas esta biografia fascinante não bastaria para expressar minha admiração por este livro encantador. Um romance sobre memórias de infância, sobre o cotidiano de uma família no sul da Índia, sobre a doce simplicidade das pequenas coisas...  

4) UM LUGAR PARA TODOS de Thrity Umrigar

Esta é a autora indiana que eu melhor conheço visto que todos os seus livros foram traduzidos e publicados no Brasil e já foi tema de uma pesquisa minha para uma disciplina na universidade. Umrigar nasceu em Mumbai em uma família "não indiana" parse. É jornalista e professora universitária e (como algumas das mulheres desta lista) atualmente vive nos Estados Unidos. 
Este é o seu primeiro romance (e o terceiro traduzido e publicado no Brasil) e retrata a vida dos moradores de um edifício em Mumbai. Sua narrativa é rica de informações sobre a identidade étnica e a memória do povo parse, sobre diversidade cultural, cotidiano, família e relacionamentos. Este não é o livro mais popular dela, mas é o meu favorito e trata de assuntos que vão se repetir posteriormente em outros de seus romances e na sua autobiografia.     

5) ISHQ & MUSHQ: AMOR & CHEIRO de Priya Basil

Priya Basil tem família de origem indiana, nasceu em Londres, cresceu no Quênia, voltou para Londres para estudar literatura e vive em Berlim. O livro foi publicado em 2007, ganhou vários prêmios e foi traduzido no Brasil no ano seguinte. É um livro encantador e a narrativa me manteve envolvida até a última página. 
A fórmula poderia parecer batida: o cotidiano e os dramas familiares de um grupo de imigrantes indianos. Mas esse livro é interessantíssimo pela abordagem desse universo multicultural indiano/não-indiano. Há um pouco de tudo no enredo: um grande segredo familiar, mentiras, memórias de infância, relacionamentos intensos, crises identitárias, trajetória de adaptação de uma família indiana no Quênia e depois na Inglaterra, tudo isso em meio a uma personagem central, Sarna, construída com maestria.  

6) CABINE PARA MULHERES de Anita Nair

Este é um livro sobre mulheres fortes! 
A autora, Anita Nair nasceu no Kerala e hoje vive na cidade de Bangalore com sua família. Este é o seu livro mais conhecido e o título se refere aos espaços reservados para as passageiras mulheres nos trens indianos. Neste vagão-leito, seis mulheres de idades, classes e regiões diferentes da Índia viajam e compartilham suas histórias. São histórias sobre experiências femininas, sobre a condição da mulher, sobre seus anseios e conquistas. 
Viajando na "Cabine para Mulheres" estas mulheres estariam longe dos olhos dos homens, sejam eles seus pais, irmãos, maridos ou filhos. A narradora é uma destas seis mulheres e é ao longo da viagem que vamos nos aproximando e conhecendo um pouco mais sobre cada uma delas. Um livro fascinante!

7) O XARÁ de Jhumpa Lahiri

Este é o primeiro e premiado romance da autora filha de imigrantes indianos de Bengala, nascida em Londres e criada nos Estados Unidos. Além de escritora, ela mora em Nova York e é professora universitária. Tem uma larga formação acadêmica e já havia publicado seleções de contos.
Este livro não é só mais um sobre uma família de imigrantes indianos nos Estados Unidos, tentando criar seus filhos sob influência de uma "cultura indiana" no Ocidente. O personagem principal é Gógol Ganguli que tem nome russo, sobrenome indiano e cresce buscando sua identidade em meio a conflitos de culturas e de gerações da sua família.
O título original do livro é "The Namesake" e há uma adaptação cinematográfica com o mesmo nome, dirigida pela cineasta indiana Mira Nair que eu recomendo!

8) O DOM de Nikita Lalwani

Lalwani nasceu no Rajastão, foi criada no País de Gales, vive atualmente em Londres e este é seu primeiro romance. Conheço pouco sobre a autora e sua obra, mas li que ela apoia a luta por direitos humanos.
Sobre este livro, a personagem principal do livro é Rumika Vasi, filha de indianos nascida na Inglaterra, com talento fora do comum para matemática. A personagem vive um conflito entre sua base familiar conservadora e religiosa e seus desejos e anseios. Ao entrar na universidade com apenas catorze anos de idade, experimenta novas possibilidades e vivências... 


9) POEMAS ESCRITOS NA ÍNDIA de Cecília Meireles

Em 1953, a escritora, professora e poetisa brasileira Cecília Meireles viajou para a Índia e recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade de DelhiPioneira na divulgação da literatura indiana no Brasil, ela era tradutora de Tagore para o português e esteve uma vez na Índia, aos 52 anos de idade. Cecília escreveu diversas crônicas e poemas, retratando suas impressões sobre a viagem durante os dois meses  de sua estada. Considerava estes como os seus mais valiosos registros. Em 1961, 59  poemas foram publicados com o título de "Poemas escritos na Índia" e somente em 2014 foi lançada a segunda edição cuja capa reproduzo ao lado.
Aqui você pode acompanhar alguns dos meus poemas prediletos deste livro, postados anteriormente no blog. 

10) ARQUEOLOGIAS CULINÁRIAS DA ÍNDIA de Fernanda de Camargo-Moro

Este livro, produzido após três décadas de viagens e pesquisas pelo subcontinente indiano, foi escrito partindo de anotações de viagem e pesquisa da Historiadora, Arqueóloga e Museóloga brasileira Fernanda de Camargo-Moro. Sim, porque caso você não saiba, alimentação também é História!
Por ser historiadora, está aqui nesta minha lista de melhores livros. Não sei como costuma ser classificado, mas este não é um livro de receitas, apesar de ter várias receitas, não é um livro de viagens, apesar de falar sobre elas, não é um livro de antropologia, apesar desta estar constantemente em pauta... Tem desde receitas tradicionais e clássicas, até algumas inusitadas. É escrito numa linguagem acessível, com um glossário maravilhoso.
Share |

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Miniaturas indianas


Finalmente chegou!!!

BUSSAGLI, Mario. Indian Miniatures. Middlesex, Great Britain: The Hamlyn Publishing Group Limited, 1969.
Share |

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Índia e Burma (1852–1860) "Fotografias de viagem tiradas em 1850 são expostas em NY"

13 mai de 2015

Hoje é meio difícil quem viaje hoje e não tire fotos os lugares e paisagem. Tratando-se de fotógrafos, então, impossível. Através das fotos, quem não esteve lá tem um gostinho de como foi o passeio. Que tal então curtir umas fotos de 1850 e fazer uma viagem também no tempo?
"Estátua colossal do Gautama, Amerapoora, perto do final norte da ponte de madeira". coleção de Charles Isaacs e Carol Nigro. | Foto: Linnaeus Tripe
“Estátua colossal do Gautama, Amerapoora, perto do final norte da ponte de madeira” | Foto: Linnaeus Tripe
Uma exposição de fotografias tiradas pelo Capitão Linnaeus Tripe durante sua passagem pela Índia e a Birmânia está disponível para visitação no Metropolitan Museum, em Nova York, e será transferida para Victoria and Albert Museum, em Londres. A coleção de 60 imagens feitas em negativos de papel exibe lugares históricos, edifícios, geologia e a infra-estrutura de partes dos dois países.
Em Rangum, hoje Mianmar. | Foto: Linnaeus Tripe
Em Rangum, hoje Mianmar. | Foto: Linnaeus Tripe
Em alguns casos, elas foram as primeiras fotografias a ser tiradas desses locais. A exposição, “Captain Linnaeus Tripe: Photographer of India and Burma, 1852-1860″, abrange oito anos de produção de Tripe. Foi encomendada ao capitão, pelo governador-geral da Índia, a missão de registrar a paisagem e arquitetura da região, incluindo os antigos monumentos, edifícios religiosos e seculares.
Pilares do pórtico de Roya Gopurum. | Foto: Linnaeus Tripe
Pilares do pórtico de Roya Gopurum. | Foto: Linnaeus Tripe
Fotografando durante o advento do processo de colódio molhado em placa de vidro, as imagens de Tripe foram feitas utilizando o processo calotype, mais antigo, onde os negativos eram feitos em papel. Como era comum na época, Tripe revestia seus negativos em cera derretida para aumentar a transparência do papel e para engordar suas fibras, assim a textura era firme o suficiente para a impressão final. Claro que as condições de calor na Índia não ajudavam, então muitos negativos acabavam derretidos. Aos poucos, Tripe foi transferindo sua produção para o processo de colódio.
Pagoda Thapinyu, centro religioso. | Foto: Linnaeus Tripe
Pagoda Thapinyu, centro religioso. | Foto: Linnaeus Tripe
O capitão Tripe nasceu em Plymouth Dock, Devon (Inglaterra), em 1822. Sendo o nono de doze filhos, Tripe ingressou no exército da East India Company, em 1838, e se fixou em Palaveram, no sul da Índia. Ele voltou para a Inglaterra em 1850, e ficaria por apenas dois anos, mas adoeceu e ficou até 1854. Durante esse tempo, ele criou interesse por fotografia e aprendeu a usar uma câmera. Ele praticou em sua cidade natal, Davenport, em Londres e em Paris antes da sua licença para a Índia. Confira mais fotos no site do Metropolitan Museum.
Fotografia feita em Devenport, terra natal do fotógrafo Linnaeus Tripe. Na foto, a doca de Plymouth. | Foto: Linnaeus Tripe
Fotografia feita em Devenport, terra natal do fotógrafo Linnaeus Tripe. Na foto, a doca de Plymouth. | Foto: Linnaeus Tripe
Share |

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Mandalas para colorir

Já fazem 3 anos que eu fiz uma oficina de criação de mandalas como prática de meditação, mas eu gosto mesmo de colorir mandalas. Em 2012 imprimi e colori várias para decorar o antigo apartamento, em 2013 fiz algumas pelo chão para o Diwali.

Deixo aqui algumas pra vocês imprimirem e colorirem:



Share |

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Pelas cores da Índia: os intocáveis, os jainistas, os marajás


QUENTIN, Laurence. Pelas cores da Índia: os intocáveis, os jainistas, os marajás. Tradução de Rosa Freire d'Aguiar. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2011.

   Já fazem meses que eu quero escrever alguma coisa sobre este criativo livro infantojuvenil da Companhia das Letrinhas. Diferentemente dos outros livros para crianças sobre a Índia, nas 144 páginas, ricamente ilustradas há três divisões que correspondem a cada um dos grupos intitulados "os intocáveis, os jainistas, os marajás". Em cada uma destas classificações há 4 assuntos: "encontro, uma aventura, faça você mesmo e viajando". Desta forma, podemos ler textos informativos, ver ilustrações em tamanho original, conhecer algum conto literário, fotografias, informações históricas e geográficas. 
   A parte que achei mais fabulosa: "faça você mesmo" tem ideias, modelos, receitas e sugestões de atividades, pinturas, brinquedos e objetos decorativos referentes aos três grupos sociais tratados no livro. Em meio a belas fotografias e ilustrações de pessoas e animais da Índia, há uma receita de chá, passo-a-passo pra fazer tatuagem temporária com henna, histórias da cosmologia jainista, pulav de ervilhas, etc. Nas paginas finais, você encontra dicas para viajar pela Índia e também cerca de 20 itens em uma bibliografia (em francês) consultada especificamente para cada assunto do livro.
Share |
Related Posts with Thumbnails