sábado, 5 de junho de 2010

Japa Mala


“Estes cordões de contas se chamam japa malas. São usados na Índia há séculos, para ajudar os devotos hindus e budistas a se concentrarem durante a meditação ritual. O colar é segurado com uma das mãos e manipulado em círculo – para cada repetição do mantra, toca-se uma conta. Quando os cruzados medievais foram para o Oriente durante as guerras santas, viram fiéis rezando com esses japas malas, gostaram da técnica e levaram a idéia de volta para a Europa na forma do terço.
O japa mala tradicional é formado por 108 contas. Nos círculos mais esotéricos de filósofos orientais, o número 108 é considerado muito auspicioso, um perfeito múltiplo de três, com três dígitos, cuja soma de algarismos dá nove, que, por sua vez, é três vezes três. E o três, é claro, é o número que representa o equilíbrio supremo,(...) (GILBERT, 2008, pág.9)

“De toda forma, todo japa mala tem uma conta extra, especial – a 109ª conta - , que fica pendurada para fora do equilibrado círculo de 108 contas como um pingente. Eu costumava pensar que a 109ª conta era um estepe, como um botão sobressalente de um suéter caro, ou o filho caçula da família real. Aparentemente, porém, ela tem uma razão de ser ainda mais nobre. Durante a prece, quando seus dedos tocam esta conta, você deve fazer uma pausa em sua concentração na meditação para agradecer a seus mestres.(...)” (GILBERT, 2008, pág 10)

GILBERT, Elizabeth. Comer, rezar, amar: a busca de uma mulher por todas as coisas da vida na Itália, na Índia e na Indonésia. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008.
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10 comentários:

Ester disse...

Olá Potira,
seria então o terço deles?
Adorei esse livro de Elizabeth Gilbert, principalmente a parte da india, dá vontade de ir em um ashram como ela fez, não acha?
beijos e bom fim de semana.

۞ Potira ۞ disse...

Pois é Ester,

Segundo a autora, o "nosso" terço é que seria uma adaptação dos japa malas...

Eu também gostei do livro e estava prometendo postar sobre ele faz um tempo... Eu acho bem divertido o modo como a Liz escreve...

Ah, seria uma experiência incrível, mas eu não sei se teria disciplina pra ficar 4 meses em um Ashram... Quem sabe 4 semanas?

=D

Flor Baez disse...

Que engrçado....Quando comprei meu primeiro japamala eu nem sabia o que era... Achava bonitinho e usava como um cordão.
Hoje guardo eles em um lugar bem especial!!!

jefhcardoso disse...

Não conhecia o japa mala até então, achei interessante o terço ter surgido dele.
Abraço.
Jefhcardoso do http://jefhcardoso.blogspot.com

۞ Potira ۞ disse...

Flor, tu é uma flor mesmo... Tu vistes que o Japa Mala foi até ti de uma forma inesperada?

=)

Jefh, obrigada pelo comentário.

Pode deixar que vou passar no seu blog.

=)

jefhcardoso disse...

Potira, que bom que gostou da postagem em meu blog. Fiz com muito carinho, com muito amor. (sorrio). Tenha você também uma ótima semana.

Abraço do Jefhcardoso!

~*Rebeca e Jota Cê*~ disse...

Adorei!

۞ Potira ۞ disse...

Valeu Rebeca e Jota Cê

Sejam sempre muitíssimo bem vindos!!!

=)

Ahow! Comunicação disse...

Olá,

somos da assessoria de comunicação de um grupo de artesãos que desenvolvem objetos para ajudar no alívio do stress, na prática da meditação ou simplesmente no passatempo, como japamalas, masbahas e kombolóis. Gostaríamos de convidá-l@ para uma visita em nosso blog e em nossa página no Facebook: http://maosocupadas.blogspot.com

Um abraço,
Ahow! Comunicação

۞ Potira ۞ disse...

Ahow!!!

Adorei o blog, muita coisa linda...

Recomendo a visita!

=)

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