sábado, 30 de janeiro de 2010

Um lugar...

 Foto by Meena Kadri

 
"Lá onde as terras são cobertas pelo deserto, o céu parece mais próximo e as estrelas brilham tão perto de nós, que quase podemos tocá-las com as mãos..."

(Ramat- Rahel - 1970)


In: CAMARGO-MORO, Fernanda. Arqueologias Culinárias da Índia. 3ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2006. pág. 183.
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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Samosas

Espero que tenham gostado da receita de pooris. E para os amigos que pediram uma adaptação com recheio aqui está:

Samosas

Para fazer a massa da Samosa siga a última receita de Poori que postei essa semana (neste link aqui) até o passo número 3.

A sugestão é uma Samosa Vegetariana, porém, quem quiser pode fazer o receheio que preferir, eu gosto com frango, queijo e orégano ou palmito.

Rendimento: 16 porções
Preparo: 20 minutos
Cozimento: 20 minutos

2 colheres (sopa) de óleo para refogar
óleo para fritar
1/2 colher (chá) de sementes de cominho
2 pimentas verdes bem picadas
1 cebola picada
1/4 de colher (chá) de sal
1/4 de colhern (chá) de coentro em pó
uma pitada de garam massala (veja sobre Garam Massala aqui)
300 g de batatas cozidas e amassadas
um punhado de folhas de coentro picadas
4 colheres (sopa) de farinha e um pouco de água para fazer uma "cola"


1) Aqueça o óleo em uma figideira em fogo médio. Adicione as sementes de cominho e refogue por 30 segundos, sem parar de mexer. Adicione a pimenta verde e a cebola e continue mexendo por aproximadamente 7 minutos, ou até as cebolas dourarem. Junte o sal, o coentro em pó, o garam massala e mexa por mais 1 minuto. Junte as batatas e as folhas de coentro.

2) Divida a massa em 8 bolas iguais e abra cada uma com o rolo em uma superfície com um pouco de farinha de trigo para não grudar. Faça círculos e depois corte- os ao meio.

3) Aplique a "cola" nas extremidades de cada semicírculo de massa e modele-o em formato de cone. Recheie com 1 colher (sopa) da mistura de batata.

4) Sele a samosa com mais um pouquinho da "cola", pressionando as extremidades. Repita até a massa aabar.

5) Esquente óleo suficiente para fritar. Para saber se já está quente, jogue um pedacinho de massa e, se ela fritar rapidamente e não afundar, o óleo já pode ser usado.

6) Frite uma samosa por vez, por 3-4 minutos, ou até ficarem douradas. Retire com a escumadeira e coloque em papel-toalha. Podem ser consumidas até 2 dias depois de feitas, mas mantenha-as na geladeira. Reaqueça-as no forno (180°C) por 10-15 minutos. Sirva quente, com chutney de coentro.

Receita na página 36.

MALHI, Manju. Culinária indiana: receitas especiais fáceis de fazer. São Paulo: Publifolha, 2009.
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O Saree Branco

A diversidade cultural e a multiplicidade são parte da cultura indiana, sendo assim cada religião, cada estado e cada grupo cultural tem tradições de casamentos diferentes.

Casamentos na Índia são belíssimos, mas não são todos iguais.

 
  
A postagem de hoje trouxe imagens de casamentos indianos diferentes das celebrações hindus que são vistas nos filmes Bollywood. Estes foram realizados em Igrejas Católicas Apostólicas Romanas no Kerala, sul da Índia. 

Algumas noivas usam saree branco, o que lembra os vestidos de casamento tradicionais no ocidente e as igrejas tem uma arquitetura que nos é familiar. Podemos ver nestas imagens um mix cultural entre Oriente e Ocidente, uma fusão entre as tradições de casamento hindus e cristãs e um pouco da minoria religiosa católica na Índia.

 

As fotos são parte do trabalho do primo do mallu hubby que tem uma agência de fotografia especializada em fotos de casamento:

Pra ver mais fotos acesse o site
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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Pooris

Estes pães fritos e sem fermento são servidos em redes de fast-food na Índia, e são feitos em casa também para comemorações. São servidos com pratos doces ou salgados. Na Índia, são também consumidos no café-da-manhã.

Rendimento: 8 porções
Preparo: 10 minutos
Cozimento: 8 minutos

300g de farinha de trigo
15g de manteiga em temperatura ambiente
óleo vegetal para fritar e para a superfície de trabalho


1- Peneire a farinha em uma tigela grande, adicione a manteiga e 4 colheres (sopa) de água. Misture com as mãos até obter uma massa homogênea.

2- Sove a massa com o punho fechado. Umedeça os dedos e pressione a massa até ficar macia e flexível. Esse processo leva cerca de 10 minutos.

3- Divida a massa em 8 bolas iguais. Passe um pouco de óleo na superfície em que for trabalhar a massa. Coloque óleo numa panela até ficar bem quente. Na dúvida, jogue um pedacinho da massa e, se ela ficar na superfície e fritar rapidamente, o óleo está quente.

4- Abra cada bola com o rolo, deixando-a em formato de disco e bem fina.

5- Frite os pooris no óleo já quente, certificando-se de que ambos os lados estejam dourados. Use a escumadeira para virá-los.

6- Retire os pooris e coloque-os em uma travessa com papel-toalha. Esses pães podem ser feitos com antecedência, mas devem ser reaquecidos no forno antes de serem consumidos. Sirva quente.


MALHI, Manju. Culinária indiana: receitas especiais fáceis de fazer. São Paulo: Publifolha, 2009.
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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Índia em Blogs

A dica de hoje são dois blogs mais do que fabulosos sobre meu tema favorito.  
Quem adivinhar ganha one rupee...




tudodeom.blogspot.com
by Fernanda R. Lima, Terapeuta Ayurvédica, São Paulo, Brasil.

 
by Vineeta Nair, Art Director, Mumbai, India.
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domingo, 24 de janeiro de 2010

Cultura Indiana para crianças brasileiras III - A história de Surya


 Foto by Meena Kadri

 A postagem de hoje é mais um trabalho da  Cia. Ópera na Mala sobre a história da menina Surya que nasceu na Índia e veio morar no Brasil... No fim, uma apresentação de dança indiana com a Cris Miguel.
 

Adoro a parte do saree que ela se enrola e se atrapalha toda.... 
=D
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sábado, 23 de janeiro de 2010

Aforismo Sânscrito



Que pode o rio contra o fogo, a noite contra o sol, as trevas contra a lua?

Aforismo Sânscrito 
Foto by Meena Kadri

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Intercâmbio na Índia?

A quem interessar possa...



ILSC
Nova Deli
Duração: 4 semanas
Início: sob consulta

Uma grande chance para fugir dos destinos mais comuns. Com a CI você pode estudar inglês em Nova Deli, capital da Índia e fazer um intercâmbio diferente.
O intercâmbio de um mês inclui:
  • 4 semanas de curso
  • acomodação em casa de família (quarto individual)
  • 3 refeições diárias
Por US$ 1.028 ou R$ 1.953,20*
ou
18x de R$ 140,83*

Para saber mais sobre como você pode estudar na Índia, entre em contato com a Loja CI mais próxima de você.

*Valores expressos em reais com o câmbio de 21/01/2010, considerando USD 1,00 = R$ 1,90. Haverá conversão no ato da compra.
Valores sujeitos a alteração sem prévio aviso.
Serviço de Aconselhamento no valor de US$ 100 não incluído no valor acima mencionado.


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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Não, não é uma estrada, é uma viagem...


Foto by Meena Kadri
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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Cultura Indiana para crianças brasileiras II

Mais uma história indiana para crianças que foi ao ar no Baú de Histórias pela  Cia. Ópera na Mala o vídeo de hoje é uma adaptação feita sobre a história de Ganesha...









E amanhã tem mais...

=)
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Cultura Indiana para crianças brasileiras

 Fabuloso projeto de Cris Miguel e Sergio Serrano, adaptação de histórias da cultura indiana, com música e dança especialmente para crianças brasileiras.

A dica cultural de hoje é muito especial para mim porque  lembra a minha infância.  Desde criança eu tenho contato com a cultura indiana através de livros, filmes, teatro e programas de tv. E gosto muito da Cia. Ópera na Mala que tem adaptações teatrais de histórias indianas em forma de espetáculo.  
Além das imagens e texto sobre a peça, veja o vídeo dessa mesma história sobre Krishna, produzido para o programa infantil Baú de Histórias da Tv Cultura.



O espetáculo “As Jóias de Krishna” tem na mitologia hindu o eixo em torno do qual são trazidas as lendas, músicas, dança e outros elementos da cultura indiana, filtrados através da linguagem da companhia que mistura diversas técnicas no fazer teatral.
Assim, a dança clássica indiana Odissi, a música ao vivo executada com instrumentos tradicionais, sitar e harmonium, são releituras da tradição a partir do nosso ponto de vista.
Krishna, Ganesha, Shiva e outras personagens deste fantástico universo são apresentadas ao público de forma descontraída e bem humorada, com bonecos e atores.
Enquanto conta algumas das suas fabulosas histórias, um Pandit (estudioso e contador de histórias), desperta a curiosidade e cobiça de um pequeno ladrão que deseja roubar as jóias de Krishna para satisfazer suas necessidades materiais. Por fim, ao encontrá-lo ele tem uma grande surpresa.


A Companhia busca não apenas “contar uma história” mas fazer uma celebração teatral, trazendo o público para dentro do espetáculo, cantando e dançando temas tradicionais.
O desfecho desta história nos leva a uma reflexão, muito pertinente nestes tempos, sobre a condição humana, os sentimentos, a compaixão e a própria existência.

O espetáculo, para todas as idades, tem duração de 50 minutos e pode ser apresentado em espaços alternativos.

Ficha Técnica
Concepção e Direção do Espetáculo: Cia Ópera na Mala
Bonecos: Sergio Serrano
Figurino: Cris Miguel
Sonoplastia: Marcus Lima
Música, atuação e manipulação dos bonecos: Cris Miguel e Sergio Serrano
Fotos de César Nogueira






Eu admiro o trabalho da Cris Miguel, seja como atriz ou como uma das sete cantoras do grupo Mawaca. (Mas esse já é um assunto para outra postagem...)


=)
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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Ir com Deus? Literalmente...

Quem nunca ouviu a mãe, uma tia ou avó se despedirem dizendo "Vá com Deus"...



Essa indiana fotografada por Meena Kadri levou a expressão ao pé da letra e literalmente carrega um templo com uma representação de divindade hindu sobre a cabeça.



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Rock & Budismo: Eu serei sempre você...

Rock & Budismo, poemas em forma de música por Os The Dharma Lovers...

 O Buda Que Você Sou
Composição: Nenung



Incensos indianos by Meena Kadri


Oi!

Como vai? Tudo bem?

Você se lembra de mim?

Eu sou igual a você

Antes de você ser alguém

Antes de você ser assim

Cheio de tantos porém

Buscando tantos porquês

Por que se esqueceu de si?

Tão vasto quanto o sem fim

Completo como ninguém

Ninguém além do infinito

Lugar algum pra partir

Alguém algum pra perder

O Buda que você sou

O que jamais te deixou

Vê se não parte de mim

Até por que não vai dar

Eu serei sempre você

Estarei aqui pra ti ser

Sempre que você quiser

Sempre que você esquecer

Eu serei sempre você

Eu serei sempre você

Eu serei sempre você
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Indian faces







Fotos by Meena Kadri
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domingo, 17 de janeiro de 2010

Comida é Cultura: About indian food.

 

Não é de se admirar que a culinária indiana fascine tanto: tudo relacionado a ela desperta os sentidos - deliciosos aromas, cores vibrantes e texturas diferentes estão presentes em todos os seus elementos, desde os grãos de arroz branquinhos à intensa cor avermelhada de um delicado filamento de açafrão. A cozinha na Índia é perfume para o olfato, deleite para o paladar, alimento para o corpo e néctar para a alma.

Um bilhão de indianos se alimentam daquilo que está disponível na natureza, de acordo com as estações do ano. Influenciados pela geografia e pelo clima, pelas diversas religiões e línguas, além de séculos de história, os 31 Estados ostentam uma variedade de técnicas e especialidades que refletem as características de cada região. No norte da Índia, a comida é mais pesada, com molhos e temperos picantes, para fazer face ao rigoroso inverno.

O sul, onde as temperaturas são altas, é o berço de receitas famosas e exóticas, com temperos que ajudam a refrescar o corpo. A parte oeste do país absorveu as cosmopolitas tendências da gastronomia mundial, enquanto no leste, onde os estilos de Bengali e Assam são os que mais prevalecem, a simplicidade é o segredo.

(MALHI, Manju. Culinária indiana: receitas especiais fáceis de fazer. São Paulo: Publifolha, 2009. Pág. 6)



Fotos by Meena Kadri
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Sobre Hinduísmo e Budismo


 "A montanha é a montanha, e o caminho, o mesmo de sempre. O que realmente mudou foi meu coração." 
Poema do Budismo Zen


 HITCHCOOK, Susan Tyler. História das religiões: onde vive Deus e caminham os peregrinos. São Paulo: Editora Abril, 2005.

Com incríveis  imagens dos fotógrafos da Revista National Geographic James Blair e Martin Gray, e um texto especial do Dalai Lama, este não é um simples livro de História das Religiões... Mas se você quiser saber um pouco mais sobre as origens das principais crenças religiosas ou sobre Hinduísmo, Budismo, Judaísmo, Cristianismo e Islamismo esse é um livro que você precisa ter na sua coleção.
 



"Duas das grandes religiões do mundo, o hinduísmo e o budismo, viram a luz num mesmo subcontinente da Ásia, a Índia. Das cinco principais religições, o hinduísmo é a mais antiga. Versátil, flexível e cativante, adaptou-se às necessidades das pessoas de diferentes paisagens, épocas e culturas. Em muitos sentidos, a religião hindu é como a terra de onde provém: um todo maciço que, não obstante, encerra em si uma grande diversidade de partes.
(...)
Ao longo dos milênios, a tradição hindu provou sua capacidade de incorporar muitas crenças e práticas divergentes. Foi sempre uma religião de muitos deuses, muitas cores e muitas festividades. A própria alma, segundo os hindus, migra por várias vidas e a centelha do divino manifesta-se numa multiplicidade de seres vivos diversos, do mais humilde dos insetos ao grande líder espiritual. No meio de todos esses vetores de diversidade, o hinduísmo tem o condão de unir os crentes uns aos outros, ao mundo que habitam e à divindade que reside neles, em torno deles e além deles - chamada de Brama, o Único."(HITCHCOOK, Susan Tyler. História das religiões: onde vive Deus e caminham os peregrinos. São Paulo: Editora Abril, 2005. pág. 74)




Foto: "olhos divinos que tudo vêem" Stulpa de Swayambhunath, Katmandu, Nepal.
"No século 5 A.C., em algum lugar nos montes para o sul do Himalaia, nasceu um filho de Mayadevi, mulher do rei Suddhodana. O rei, membro da casta xária, a casta guerreira, era um poderoso patriarca da tribo dominante Shakya, da cidade de Kapilavastu. Diz a lenda que a rainha Mayadevi escolheu a Lua cheia de maio para viajar para junto de seus pais, na capital do clã vizinho, a uns 30 quilômetros de distância para o leste.
Ela sabia que não tardaria em dar à luz. Haviam vários meses, em sonhos, vira-se deitada numa mansão dourada. De repente, trombetas anunciaram a chegada de um grande elefante branco. O animal, que trazia na tromba uma flor de lótus, deu três voltas em torno dela e penetrou em seu corpo. Nesse instante, segundo as escrituras budistas, "os 10 mil mundos estremeceram, vacilaram e fremiram de uma só vez". Quando a rainha relatou o sonho ao marido, sábios da corte previram que o filho que estava para vir seria ou um monarca universal ou um buda - um iluminado."(HITCHCOOK, Susan Tyler. História das religiões: onde vive Deus e caminham os peregrinos. São Paulo: Editora Abril, 2005. pág. 133 e 136)




Algumas imagens do livro estão neste vídeo aqui.
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sábado, 16 de janeiro de 2010

Contos Indianos - Stéphane Mallarmé


Quatro histórias de amor que tem como desfecho o casamento depois de momentos de separação dos amantes.


MALLARMÉ, Stéphane. Contos indianos. São Paulo: Experimento, 1994.

Confesso que eu estava muito empolgada para a leitura dos famosos contos indianos do Mallarmé, mas o que mais me impressionou neste livro foi o Prefácio de Lúcia Fabrini de Almeida. Tão grandioso que eu li mais uma vez antes de ir aos contos, para poder apreciar mais sobre esta obra e sobre o contexto no qual ela surgiu.

"(...) houve um Segundo Renascimento ou o Renascimento Indiano ou o Renascimento Oriental, assim denominado a partir do título de um dos capítulos mais importantes da obra Génie des Religions, de Edgar Quinet, em que ele festejava tal acontecimento. [Schwab, Raymond, La Renaissance Orientale, Payot, Paris, 1950.] Nos fins do século XVIII e em todo o século XIX, a Europa foi invadida pelos textos sânscritos e a renovação da atmosfera intelectual que isso provocou se compara ao que se produziu no século XV com a chegada dos manuscritos gregos e dos comentaristas bizantinos."(MALLARMÉ, Stéphane. Contos indianos. São Paulo: Experimento, 1994. Pág. 8 e 9)

"Numa perspectiva filosófica Schwab observa que a Índia colocava para o Ocidente a grande questão do Diferente. Sob o mesmo ponto de vista o filósofo contemporâneo Roger-Pol Droit retoma as questões levantadas por Schwab na medida em que reconhece e aplaude, na obra de Schwab, a minuciosa restrição da extraordinária efervescência que tomou conta da Europa por ocasião das primeiras descobertas dos indólogos." (MALLARMÉ, Stéphane. Contos indianos. São Paulo: Experimento, 1994. Pág. 9 e 10)

Os quatro contos que compõe o livro são: O Retrato Encantado, A Falsa Velha, O Morto-Vivo e Nala e Damayanti.
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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

“Seja a mudança que você quer ver no mundo.” Dalai Lama

The Beatles, melancias, fotografia e a arte de ver o belo.

Por Potira

 

Terremotos no Caribe, alagamentos e catástrofes no Brasil, mais uma guerra civil em um país africano, terrorismo, destruição, fortes nevascas no hemisfério norte do planeta, o mundo e seus milhões de miseráveis, muitos deles na Índia...

Neste exato momento em que estou pensando sobre o quanto a vida é frágil eu ouço uma música tocando na rua. Sim, é a famosa Imagine dos The Beatles e qual não foi a minha surpresa por saber que vinha de um caminhão que vende melancias.

Pois é, em meio a tanta adversidade há quem consiga ver o belo. Ainda existem pessoas que admiram a beleza das pequenas coisas e se permitem sonhar. As melancias seguem na trilha de Imagine e eu penso no quanto me surpreendeu saber que aqueles homens vendendo melancia distribuem gratuitamente aquele som. Eu não comprei melancia e mesmo assim fui agraciada com a música.

Mesmo que eles não saibam inglês e nunca entendam o que a letra de Imagine significa eles estão espalhando esta mensagem ao vento e o vento trouxe até mim.



As fotos desta postagem são mais algumas de Meena Kadri by Meanest Indian uma incrível antropóloga e  fotógrafa que conheci numa amizade no flickr em 2006. Ela fotografa pessoas em favelas indianas, trabalhadores de Mumbai, crianças "intocáveis" de tocantes olhares, sorrisos em meio ao caos e a pobreza. Meena consegue ver o belo e as fotos também nos falam sobre o belo.

Porém, a frase abaixo é uma triste verdade:

"Há quem passe pelo bosque e só veja lenha para a fogueira." Leon Tolstoi

Fotos by Meena Kadri
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Sonhos em um balão...



E eu amarrarei meus sonhos em um balão...
 

Vou soprar meus melhores desejos e vou enviá-los para ti.


Mais alto, mais alto... Até chegar ao sol.


Foto by Meena Kadri
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Indian girls




Pode haver algo mais lindo?





Fotos by Meena Kadri
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Bangles



Já pensou você caminhando pelas ruas da cidade e encontra um vendedor de pulseiras?

Interessante não? Esta é a maneira que os vendedores de indians bangles usam para carregar as pulseiras pelas ruas de Mumbai.

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Dream - Música clássica indiana

Mais uma da coleção do mallu hubby que eu amo de paixão...


A dica sonora de hoje é ao som do mandolim do álbum Dream (1995, Gravadora Real World) de U.SRINIVAS & MICHAEL BROOK para quem gosta de música clássica indiana com guitarras, violino e percussão...
 

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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Museo d'Arte Orientale (MAO) Torino - Italia


Krishna e Radha con ancelle

Tempera e oro su cotone, 83 cm x 66 cm
Kishangarh (Rajasthan)
cerca de 1730 


Mais uma dica de site para quem gosta de Arte Oriental o Museo di Arte Orientale (MAO) na cidade italiana de Torino tem um acervo interessante com uma coleção de Gandhara, uma da Região do Himalaya e outra Coleção de Arte Indiana da qual reproduzo algumas imagens nesta postagem.
 



Stele buddhista (Tara)

Arenaria, h. 102 cm
India centrale (Madhya Pradesh)                
Periodo medioevale, XI-XII sec.
 




KRISHNA VENUGOPALA

Dipinto su cotone (pechwai), 
112 cm x 185 cm
India nord-occidentale (Rajasthan), 
XVIII secolo d.C. 

* Para saber mais, visite o site do MAO: http://www.maotorino.it/

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Made in Kerala: Malayalam Cinema

 With love in his eyes...

Adorei as músicas de Neelathamara, um novo filme indiano de Kerala que o meu mallu hubby indicou...


 

Fora do circuito Bollywood, o circuito de cinema do sul da Índia tem filmes interessantes, mas que infelizmente são pouco conhecidos no Ocidente. Ao contrário do circuito Bollywood de Mumbai, estes filmes nem sempre estão disponíveis em inglês, muito menos em português. Mesmo sem saber malayalam, vale a pena assistir apenas para contemplar a poesia em movimento.

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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

.

Queridos,

As férias estão maravilhosas, a praia está linda...

Vejo vocês em breve...

Aproveitem para ler as antigas postagens do blog.

Tô voltando cheia de novidades...

=)
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sábado, 2 de janeiro de 2010

A matéria dos sonhos...



.


Pelas ruas
que meu pensamento brilha...


.
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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Maya, Maçãs & Estereótipos...


 Rótulos são para potes de geléia...

"Vivemos presos na rede de Maya, que nos faz tomar por realidade o mundo sensível que nos cerca, e que é inseparável de nossa percepção. Ninguém sabe quem lançou esta rede nem por que - mas é quase impossível se libertar dela". (CARRIÈRE, Jean Claude. Índia: um olhar amoroso. São Paulo: Ediouro, 2009. pág. 168)

Eu tenho um link na minha cabeça que liga o conceito de Maya com a Arte da Vanguarda Surrealista... E daí quando eu fico ouvindo essa música da Susheela Raman sempre me vem em mente essa idéia...

Hoje eu estava pensando sobre o que é real, o que é virtual, o que é irreal e o que é surreal... Cada vez mais eu penso que estas diferenças estão apenas na definição e a definição é dada por um consenso. Mas quem criou o consenso?

Uma determinada realidade surreal pode vir a ser real quando se materializa na pintura, mas parece irreal se você procurá-la na natureza. Porque pertencem a universos diferentes o que não exclúi a "veracidade" de uma em detrimento de outra.

O que você chama de virtual pode ser nada mais que uma  outra realidade, para além do que o consenso, que foi pré-determinado pelo senso comum e torna-se quase dogmático, estabelece como parâmetro para realidade.


Porque as pessoas, inclusive eu em alguns momentos, insistem nos estereótipos de realidade e irealidade?


“O que era real, pensou, e o que era sonho? Os hindus não afirmam que a realidade era apenas uma ilusão? Que tudo era maya, como diziam, toda a existência uma ilusão temporária, até o Buda não havia aceitado isso? E os ocidentais também. Não havia alguma coisa sobre a não-existência do mundo que seria apenas uma representação mental? Kant dissera isso? Ou Nietzsche? Não, algum outro, alguém menos conhecido. Quem seria? Berkeley talvez? Por um instante, o sr. Jalal imaginou onde tinham ido para seus livros de filosofia. Esperava que Arifa não tivesse jogado todos fora.” (SURI, Manil. A morte de Vishnu. São Paulo: Companhia das Letras, 2001. pág. 170)


Eu poderia ficar aqui analisando as imagens e escrevendo sobre milhares de outras conexões. Sobre aquele filme de Alejandro Amenábar chamado Abre los Ojos com a Penélope Cruz que teve versão em Hollywood e ficou famoso como Vanilla Sky... Sobre o papel da maçã na história do Pecado Original ou sobre o Júpiter Apple.

 Mas me deu uma fome e eu vou sair pra comer uma maçã...

=)
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