quinta-feira, 29 de julho de 2010

"Maré Voraz" na Baía de Bengala, onde o Ganges encontra o mar...




 "Em nossas lendas, diz-se que a descida da deusa Ganga dos céus teria partido a Terra em dois cas0 o senhor Shiva não houvesse contido  seu jorro amarrando-a em seus cachos besuntados de cinzas. Ouvir essa história é ver o rio de uma determinada maneira: como uma trança celestial , por exemplo, uma imensa corda d'água a se desdobrar por uma vasta e sedenta planície. O fato de a história ter uma derradeira reviravolta só fica aparente nos últimos estágios da jornada do rio - e essa parte da história é sempre uma surpresa, pois ela jamais é contada e, portanto, jamais imaginada. Essa parte é a seguinte: existe um ponto em que a trança se desfaz; em que os cabelos empastados do senhor Shiva são separados pela água em um imenso redemoinho de nós. Passado esse ponto, o rio se liberta de suas amarras e se separa em centenas, talvez milhares de fios entrelaçados.
Antes de se ver com os próprios olhos, é quase impossível acreditar que ali, imprensado entre o mar e as planícies de Bengala, existe um imenso arquipélago de ilhas. Mas é isso que é: um arquipélago que se estende por quase trezentos e cinqüenta quilômetros, do rio Hooghly, em Bengala Ocidental, às margens do rio Meghna, em Bangladesh.
As ilhas são fios soltos do tecido da Índia, a franja esgarçada de seu sári, o ãchol que a segue como uma cauda de vestido, molhada de mar. Contam-se aos milhares, essas ilhas. Algumas são imensas, outras não chegam ao tamanho de bancos de areia; algumas atravessaram a história conhecida, enquanto outras surgiram apenas um ou dois anos atrás. Essas ilhas são a restituição dos rios, as oferendas com as quais esres devolvem à terra o que lhes foi tirado, mas de forma a garantir sua soberania permanente em relação ao que doam. Os canais dos rios se espalham pela região como uma rede de trama fechada, criando um terreno onde as fronteiras entre a terra e a água estão sempre em mutação, sempre imprevisíveis. Alguns desses canais são cursos d'água portentosos, tão largos que de uma das margens é impossível distinguir a outra; outros não tem mais de quatro ou cinco quilômetros de comprimento, e apenas trezentos metros de largura. No entanto, cada um desses canais é um rio por si só, cada qual dotado de seu próprio nome estranhamente sugestivo. Quando esses canais se encontram, é com frequência em grupos de quatro, cinco, ou até seis: nessas confluências, a água invade até os cantos mais afastados da paisagem, e a floresta recua até se transformar em um distante rumor de terra, a ecoar lá do horizonte. No idioma da região, essa confluência se chama mohona - palavra estranhamente sedutora, envolta em muitas camadas de dissimulação.
Não há fronteiras aqui para separar a água doce da salgada, o rio do mar.[...]" (GHOSH, 2008, pág. 16-17)


GHOSH, Amitav. Maré Voraz. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008.

The Hungry Tide © 2005 by Amitav Ghosh
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quarta-feira, 21 de julho de 2010

Soul School - Cornershop

Mais uma do Cornershop, atendendo a pedidos...

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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Os saris da minha mãe

Os Saris da minha mãe 
Por Pooja Makhijani e Elena Gomez

— Quando é que vou poder vestir um sari? — perguntei à minha mãe, saltando para cima da sua cama.
A minha mãe pegou numa mala de couro, dentro da qual guarda todos os seus saris, e que está sempre debaixo da cama. A mala contém o sari de cetim amarelo que ela usou na festa do bebé da Uma Didi, o sari cor de pêssego, que é fino como uma teia de aranha, e o meu favorito, o sari vermelho do seu casamento. Só o vi uma vez, porque está cuidadosamente embrulhado num velho lençol de cama.
— Podes vestir saris quando fores mais velha — disse a minha mãe, abrindo a mala.
— Mas hoje faço sete anos e vamos ter uma festa! Por isso é que estás a usar um sari.
A minha mãe só abre esta mala em dias especiais. A mãe dela, a Nanima, usa um sari todos os dias, mesmo quando dorme. As dobras e os recantos dos saris da Nanima estão cheios de segredos. Neles encontro moedas, alfinetes de segurança, e o seu odor permanente a sabonete de sândalo.
A minha mãe corre o fecho da mala e eu tento absorver todas as cores que ela encerra.
— Ajudas-me a escolher um sari? — pede.
— Claro que sim — respondo.
Talvez ela me deixe escolher um também.
— Que tal me fica este? — pergunta, segurando um sari cor de púrpura junto do rosto.
— Oh mãe, pareces uma beringela — rio.
— E este?
A minha mãe desenrola um sari de seda preta que brilha como um céu estrelado.
— Esse não, porque já o usaste na festa de anos da Devi Masi.
— Não acredito que te lembres disso tudo!
Mas é verdade que me lembro de todos os saris que a minha mãe usou. Ainda me lembro do sari cor de lavanda, que ela vestiu na festa do Diwali, e do sari cor de magenta com veados bordados, que ela vestiu no dia em que a Nanima nos fez a primeira visita.
A minha mãe fica lindíssima com saris. São tão diferentes das camisolas cinzentas e das calças castanhas que veste todos os dias para ir trabalhar.
— E este? — pergunto, apontando para um sari que nunca tinha visto.
Parece uma bola de fogo laranja e as pontas vermelhas parecem ter sido mergulhadas em tinta vermelha. A minha mãe sorri:
— Usei esse sari no dia em que te trouxemos do hospital. Todos os teus tios e tias vieram dar-te as boas vindas.
— Veste-o hoje outra vez!
A minha mãe desenrola-o e molda-o ao corpo. O sari brilha como o sol poente.
Olho para as minhas roupas e sinto-me desinteressante em comparação.
— Porque não posso usar um sari?
— Os saris são para mulheres adultas. Mesmo que o dobrasses várias vezes, acabarias por tropeçar nele.
— Nunca me deixas fazer nada. Ontem, disseste-me que não podia ir para a escola com sapatos de festa, embora todos os dias calces tacões para ir trabalhar.
— Porque não usas a tua 
chanya choli? — sugeriu. — Disseste-me que os espelhos da saia te faziam parecer uma princesa.
— Não quero. Já tenho idade para usar um sari. Já não preciso de luz de presença no quarto e consigo servir-me de leite de manhã sem entornar uma gota.
A minha mãe ficou calada durante algum tempo. Depois disse:
— Lembro-me da primeira vez que usei um dos saris da minha mãe. Senti-me tão crescida!
— Por favor, mamã, deixa-me escolher um — sussurro. — Até sei qual quero usar.
— Bem, estás a ficar mais alta e talvez consigamos segurar as dobras com muitos alfinetes. Mas só vestes o sari hoje, porque fazes anos.
— E posso vestir outro quando fizer oito anos? Nessa altura, já serei tão alta como tu!
A minha mãe ri e começa a mostrar-me os saris, um a um. Quando só resta um no fundo da mala, exclamo:
— É esse mesmo! O azul com flores douradas nas pontas.
— Põe-te de pé em cima da cama — pede a minha mãe.
Depois, começa a enrolar o sari em volta do meu corpo. Quando tento ver-me ao espelho, avisa:
— Espera, ainda não estás pronta!
De uma latinha em forma de coração que tem no armário, tira algumas pulseiras em ouro. Coloca seis no meu braço, que caem no chão a tilintar quando o estico.
— Temos de pedir à Nanima que nos envie pulseiras que condigam com este sari — brinca a minha mãe.
— Já posso ver-me ao espelho? — peço.
— Só mais uma coisa — responde a minha mãe, abrindo uma gaveta da cómoda.
Dela retira uma pequena caixa que contém alguns bindis de cores e feitios diferentes. Pega num prateado e coloca-o bem no meio das minhas sobrancelhas.
— Já podes olhar.
Debruço-me sobre o espelho, pegando no sari com cuidado.
— Que tal?
Sinto-me a flutuar num oceano de azul. O material reluzente faz-me brilhar. É tão bonito que digo, dedilhando a borda do sari:
— Acho que estou parecida contigo, mãe!
Pooja Makhijani; Elena Gomez. Mama’s Saris. New York: Hachette Book, 2007
(Tradução e adaptação)
* * *
GLOSSÁRIO DE PALAVRAS EM HINDI
Bindi – sinal decorativo que as mulheres hindus usam na testa. Antigamente, era sempre um sinal vermelho e simbolizava o estatuto da mulher casada. Hoje em dia, é considerado um acessório de moda e não conhece restrições de cor ou feitio.
Chanya choli – conjunto de saia larga e blusa justa, tradicionalmente usado pelas mulheres dos estados do Gurajat e do Rajastão.
Didi – termo respeitoso usado para com uma irmã mais velha, uma prima, ou uma amiga.
Diwali – significa “fiadas de luzes acesas”. É o festival da renovação da vida, o Festival das Luzes, no qual é comum as pessoas usarem roupas novas. É uma altura em que as famílias acendem lâmpadas de azeite e as colocam em torno das casas, para dar as boas vindas ao novo ano.
Masi – a irmã da mãe.
Nanima – a mãe da mãe.
Sari – o traje tradicional das mulheres indianas. Um sari é um pano de 6,30m de comprimento e 1,20m de largura, cujos estilo, cor e textura variam muito. Pode também ser dobrado de forma diferente, conforme o estatuto, a idade, a profissão, a religião e a região da mulher.
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sexta-feira, 16 de julho de 2010

Índia - Retratos da Vida de Um País de Contrastes


Índia - Retratos da Vida de Um País de Contrastes


Veja a introdução desta matéria com fotos de Raghu Rai - Magnum para a Revista Geográfica Universal:

"Não é fácil para um ocidental - e mesmo para muitos orientais - compreender, ou melhor, apreciar esse país exuberante, absurdo, quase inacreditável, e no entanto maravilhoso que é a Índia. Poucos são os lugares que podem, com tanta força, chocar e, ao mesmo tempo, fascinar.
Com cinco mil anos de história, ao longo dos quais se entrecruzaram inúmeros povos, culturas e religiões, a Índia é muito mais do que um país de sonhos e mistérios, onde os monumentos, tradições e rituais milenares sobrevivem em metrópoles modernas, e onde o avanço da tecnologia não consegue eliminar um artesanato transmitido de pai para filho há centenas de gerações.
Berço do hinduísmo, da ioga e do budismo, entre outras muitas doutrinas espirituais, a Índia é, hoje, bem mais conhecida no Ocidente do que jamais o foi no passado, quando era vista como local de nascimento de uma civilização extremamente diferente e, mesmo, exótica. No entanto - mesmo levada de roldão por um vento incontrolável e atirada repentinamente em plena modernidade -, ela permanece como o país dos extremos, onde todas as coisas parecem extravasar as medidas habituais. O país onde se encontra o maior número de pobres, de maior pobreza, e, no entanto, o de grandes fortunas, o de maior número de deuses, mas também de problemas humanos, e, para não fugir ao seu destino, o mais belo entre os belos.

Revista Geográfica Universal, nº 187, Junho de 1990.
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terça-feira, 13 de julho de 2010

Apimentado? Rock indiano para o Dia Mundial do Rock

Para aqueles que pensam que na Índia existe apenas música devocional com seus mantras para deuses e divindades ou música clássica acompanhada quase sempre de sitar e tabla. Para quem acredita que os músicos indianos sejam todos do mesmo estilo de Ravi Shankar...

Ouça e surpreenda-se!

O primeiro vídeo é da banda de rock alternativo em língua malayalam Avial do Kerala, sul da Índia. 




O segundo vídeo é da Cornershop, banda inglesa, que possui integrantes de origem indiana na formação e uma fusão de elementos indianos na composição. (Eu gosto desta animação mais do que da música em si, já havia postado aqui no blog um outro vídeo deles com a música "Spectral Mornings" que é a minha favorita do Cornershop.)




Gostou? Então assista mais vídeos e conheça mais sobre Rock Indiano...
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sábado, 10 de julho de 2010

Os Sikhs e o Golden Temple em Amristar

Golden Temple, ou Templo de Ouro em Amristar, no Punjab é o lugar mais sagrado dos sikhs. Suas paredes são de mármore branco e suas cúpulas decoradas com filigranas de ouro. Este belo local de devoção e tranqüilidade, foi cenário de um ataque e um sítio de três dias pelo exército indiano durante a campanha ativista sikh por uma pátria independente em 1984.




Pictures © Copyright 2008 Compare Infobase Limited.

   "O sikhismo é uma crença e uma comunidade identificada particularmente com o Punjab. [...] O fundador da religião sikh, Guru Nanak (1469-1539), obteve sua inpiração da vibrante vida religiosa do Punjab, mas rejeitou os ensinamentos de todas as principais religiões. [...] O sikhismo não foi uma religião sincrética, mas cresceu a partir das tradições de devoção do hinduismo e do islamismo ao mesmo tempo. Guru Nanak escreveu hinos simples de grande beleza. Seus seguidores, em sua maioria cidadãos respeitáveis e cultivadores jats, começaram a ser conhecidos como "sikhs", do sânscrito shishya, que significa discípulo.
   Os sikhs se converteram em uma comunidade (o Panth). Guru Arjun (1581-1606) construiu o Templo de Ouro em Amristar e compilou o Adi Granth, as escrituras sagradas, composto principalmente por hinos dos gurus e de outros homens santos. Durante o século XVII o sikhismo se tornou mais militante. Gobind Singh (1675-1708) fundou a ordem khalsa em 1699, infundindo a fé com valores militares. Os sikhs tinham de defender sua fé e mostrar sinais visíveis dela. Deviam deixar de cortar o cabelo, portar uma arma, além de usar um pente, um bracelete de ferro e calças.
   Gobind Singh foi o último guru pessoal. A partir de então os sikhs aceitaram a autoridade de suas escrituras (o Guru Granth) e sua comunidade (o Guru Panth). No final do século XVIII Ranjit Singh (1780-1839) emergiu como líder no Punjab encarando o ideal khalsa. O estado independente sikh que havia criado não sobreviveu à sua morte, mas o idealismo militar foi impulsionado pelo proeminente papel que os sikhs representaram no exército indiano moderno. Os valores da comunidade foram revigorados pelas reformas no século XX."

(JOHNSON, Gordon, Cultural atlas of India. Barcelona: Fólio, 2008. pág. 144)
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quinta-feira, 8 de julho de 2010

Celebrando o belo... Porque hoje é o meu aniversário...


 



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quarta-feira, 7 de julho de 2010

Arquitetura budista na Índia: Toranas e Stupas de Sanci.


   "Stupa, o elemento mais importante da arquitetura budista, deriva de antiqüíssimos túmulos de terra e tijolo que guardaram os cadáveres de importantes personalidades entre o segundo e o primeiro milênio a. C., época em que parece se praticou tanto a inumação como a cremação. Ainda que esta última tenha sido a prática que se impôs, os túmulos foram herdados pelo budismo; segundo a tradição depois da cremação de Buda, seus restos foram repartidos entre os principais clãs guerreiros que participaram das exéquias, e sobre essas relíquias sagradas foram construídas as primeiras dez stupas. No entanto, de relicário, a stupa passou a assumir múltiplos significados simbólicos: evocação tangível do Buda e do Dharma, sua doutrina, monumento comemorativo dos sucessivos e veneráveis mestres da comunidade monástica, representação do universo e conexão com a cosmogonia. O complexo de stupa mais bem conservado de toda a Índia se encontra em Sanci, no estado de Madhya Pradesh, a 70 quilômetros da capital,Bhopal, e a 10 quilômetros da cidade de Vidisha. Esta última era uma próspera cidade mercantil, localizada junto a uma rota caravaneira que, graças às ricas doações dos comerciantes, pôde criar um dos lugares mais importantes do budismo, como atestam com clareza as abundantes inscrições que contém. O complexo de Sanci fica na conferência de dois rios, num relevo que favorece a vida contemplativa e foi relacionado à figura do imperador Ashoka, que desposou uma princesa de Vidisha. [...]

Com o declínio do budismo em toda a Índia, Sanci foi abandonada no século XIII e foi invadida pelo jângal. Redescoberta por acaso pelo general inglês Taylor em 1818, logo se transformou em destino de arqueólogos diletantes e caçadores de tesouros, até que o prefeito Cole fechou a região em 1881 e livrou os monumentos da vegetação que os cobria; depois, após reforçar a grande stupa para evitar seu desabamento, voltou a erguer as torana ocidental e meridional, bem como a stupa de número 3." 


Bibliografia: ALBANESE, Marilia. Índia Antiga. Barcelona: Folio, 2006. pág. 130.

1ª foto: A tripla arquitrave da torana, ou seja, do "portal" setentrional da grande stupa de Sanci, em Madhya Pradesh, Índia. 

2ª foto: A estrutura da grande stupa remonta ao século II a.C., mas engloba uma parte mais antiga atribuída ao imperador Ashoka e ao século III a.C. Herdeira dos antigos túmulos, a stupa funciona como relicário, e tem ao mesmo tempo significado cosmogônicos e metafísicos.  
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segunda-feira, 5 de julho de 2010

Maharishi Mahesh Yogi e a Meditação Transcendental

"Se somente dez por cento ou até mesmo um por cento da população do mundo praticasse a Meditação Transcendental, seria o suficiente para neutralizar o poder da guerra por milhares de anos."
Maharishi Mahesh Yogi

Eis que em meio aos livros algumas vezes deparo-me com alguns insólitos achados, entre eles estão dois livros sobre Meditações de Maharishi Mahesh Yogi. Mais conhecido no ocidente como o "guru dos The Beatles", este mestre indiano foi um dos principais divulgadores da Meditação Transcendental no Ocidente até seu falecimento na Holanda em 2008. 


MAHARISHI MAHESH YOGI. Meditações de Maharishi Mahesh Yogui. Rio de Janeiro: Editora Artenova, 1975.

(Título original: Meditations of Maharishi Mahesh Yogi © 1968 by Batam Books, INC.)

MAHARISHI MAHESH YOGI. Meditação Transcendental. Rio de Janeiro: Editora Artenova, 1976.

(Título original: The science of Being and arte of living © 1963 by Allied Publishers Private Limited.)
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sábado, 3 de julho de 2010

Uma janela para a Índia sob o olhar de Maneesh...

Duas fotografias feitas em Aayodhya no estado indiano de Uttar Pradesh, a mítica cidade do norte da Índia, onde nasceu o príncipe Rama do Ramayana.



Fotografias feitas pelo meu yaar Maneesh Rawat que vive no norte da Índia e apesar de não ser fotógrafo profissional, capturou estas belas imagens durante suas andanças por cidades e aldeias indianas...
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quinta-feira, 1 de julho de 2010

Chapati (Pão indiano cozido na chapa)




Que tal uma receita prática de um dos tipos de pão indianos mais famosos? O Chapati pode ser servido como acompanhamento de outros pratos ou como uma espécie de "panqueca" com recheio doce ou salgado...

* * *
O pão seguinte é o chapati, que faz parte da história do Mutiny (motim) de 1857, conhecido também como Revolta dos Cipaios ou dos Chapatis... 

Chapati (Pão cozido na chapa)

*250 g ou 2 1/3 xícaras de farinha de trigo integral
* 50 g de usli ghee derretida
* 1 pitada de sal
* água morna (a que for necessária para dar o ponto)

Misture a farinha e o sal e vá juntando água morna para dar o ponto de rosca. Sove a massa bastante, até que se torne não apenas firme, mas também lisa. O ideal é que se deixe a massa "pensar" durante a noite, mas, caso tenha pressa, deixe descansar apenas uma hora.

Forme bolinhas de cerca de 4,5 cm de diâmetro e estique-as com o rolo de pastel, até que a espessura fique de 3 mm. Aqueça uma frigideira de ferro, ou que tenha fundo grosso e coloque os bocados de chapatis que couberem. Espere de um minuto a dois minutos, e vire para o outro lado, deixando o mesmo tempo. Com um pegador, tome cada chapati e coloque diretamente na grelha ou numa panela pré-esquentada, tampe e deixe abafado por um tempo. Quando estiver estufado, espalhe usli ghee ou manteiga e deixe embrulhados em panos até a hora de servir.

(CAMARGO-MORO, Fernanda. Arqueologias Culinárias da Índia. 3ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2006, pág. 67)
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