quarta-feira, 30 de março de 2011

Miniaturas indianas: jovem mulher tomando banho no rio.

Jovem mulher tomando banho no rio. Miniatura indiana. Século XVIII. Paris, Museu Guimet.

Repare nas jóias que adornam seu corpo. Ela está com a palma da mão e a planta dos pés coloridas de vermelho, seu longo cabelo é negro e ela não está completamente despida, visto que há um tecido da cor rosa envolvendo parte do seu corpo, outro tecido ao seu lado e mais um pendurado na árvore onde pousa um pássaro branco.

ROLLAND, Jacques-Francis. Historama. Vol.2. Buenos Aires, Editora Codex, 1972. Pág. 164.
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terça-feira, 29 de março de 2011

A Índia e os beijos mais antigos do mundo...

As referências mais antigas aos beijos foram esculpidas por volta de 2500 a. C. nas paredes dos templos de Khajuraho, na Índia.


DUARTE, Macedo. O guia dos Curiosos. São Paulo: Companhia das Letras, 2001. pág. 158.
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segunda-feira, 28 de março de 2011

O que esse indiano tem de estranho?

"(...) Era como se perguntassem com o olhar: "O que esse indiano tem de estranho?". Mesmo quem cruzava comigo na rua irradiava essa questão. Ao longo dessa viagem (e em várias outras que fiz no passado), com bastante frequência surgia a pergunta: "De onde você é?". Eu respondia que era brasileiro - e logo vinha a contestação: "Impossível! Você é indiano...". Uma, duas, três - dezenas de vezes. Já vou logo dizendo que isso me deixa bem contente. (Claro que eu adoro, tenho paixão, me orgulho, sou feliz - tudo porque sou brasileiro; mas essa confusão de nacionalidades sempre me pareceu bem interessante.) Mas naquele momento, na própria Índia, ninguém precisava mais perguntar. As pessoas automaticamente presumiam que eu era indiano - e pronto! Mas logo vinha aquele olhar que questionava: "Mas tá faltando alguma coisa pra ele ser realmente indiano...".
Acho que sou alto demais. A cor da pele, um pouco menos forte (apesar de eu estar então bronzeado - de trabalhar debaixo do sol forte, vamos deixar bem claro!!!). E o sotaque em inglês não enrola a língua nos "erres" na medida certa. Ah! e falta eu balançar a cabeça enquanto falo (numa das características mais simpáticas dos indianos, todas as conversas são pontuadas por balançadinhas de cabeça, como aqueles bichinhos que ficam apoiados no vidro traseiro de alguns carros; não conheci linguagem corporal mais simpática do que essa). Mas, descontados esses obstáculos, tenho o prazer de circular por aqui como se fosse indiano."

CAMARGO, Zeca. A fantástica volta ao mundo/registros e bastidores de viagem por Zeca Camargo. São Paulo: Globo, 2004. Página 166- 167.
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sexta-feira, 25 de março de 2011

Kama Sutra, Ananga Ranga e O Jardim das Delícias...

Kama Sutra

O Kama Sutra, com lições de amor, sexo e contorcionismo, foi lançado entre os anos de 493 e 498 pelo teólogo indiano Mallanaga Vatsyayana. O nome significa "Ensinamentos (sutra) do Amor (kama). Os textos - escritos em sânscrito - supunham que a felicidade no sexo dependia do conhecimento científico. A obra levou vinte anos para ser escrita, era destinada a nobres e pessoas ricas, pois poucos podiam se dar ao luxo de comprar um manuscrito de setecentas páginas.
O livro apresenta um total de 529 posições sexuais. [...]
A obra se tornou conhecida no Ocidente graças ao explorador inglês Richard Burton (nada a ver com o ator), que fez uma versão resumida em 1883. O editor decidiu lançar apenas as partes mais ousadas e o livro foi classificado como "obsceno". Burton resolveu, então, fazer a tradução completa. Morreu pouco depois de terminá-la. Só que sua mulher ficou horrorizada com os textos e, em vez de entregar à editora, resolveu jogar tudo fora. Desse modo, o Ocidente só teve acesso à tradução completa do Kama Sutra em 1992.

Ananga Ranga

Manual sexual escrito no século XV, na Índia. Traz uma descrição das zonas erógenas dos homens e das mulheres, o ciclo da paixão erótica conforme as fases da Lua, uma compilação de posições sexuais e uma classificação dos órgãos sexuais masculinos e femininos.

O Jardim das Delícias

Mais um clássico da literatura erótica indiana. Foi escrito no século XVI pelo xeque Umar ibn Muhammad al-Nefzawi e acabou sendo descoberto trezentos anos depois por um oficial inglês na Nigéria. Entre os escritos, Nefzawi catalogou 34 tipos diferentes de vulva, todas elas com nomes, como "fugitiva", "suculenta", "sugadora", "infatigável", "ansiosa", "porco-espinho", "silenciosa", entre outras.

DUARTE, Marcelo. O guia dos curiosos. São Paulo: Companhia das Letras, 2001. Páginas 172 a 178.
Imagem
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quarta-feira, 23 de março de 2011

Curiosidades do Kama Sutra que parecem piada!



*A ilustração tem a mesma fonte que as informações.

"Para atrair o sexo contrário, a jovem mulher deve estudar as Sessenta e Quatro Artes do Agrado. Se não for possível, deve ao menos conhecer algumas delas. Exemplo: praticar a música vocal, preparar grinaldas de flores, jogar adivinhação, encadernar manuscritos, aprender a falar com os papagaios."

"Comer muitos ovos fritos na manteiga e depois mergulhados no mel fazem o membro ficar ereto por uma noite inteira."

"Devemos levar o casamento a sério. Para isso, as mulheres mentirosas devem ser descartadas, assim como as carecas, as que têm manchas na pele, as que têm peitos muito grandes ou muito pequenos e as que têm sempre as mãos úmidas."

DUARTE, Marcelo. O guia dos curiosos. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
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terça-feira, 22 de março de 2011

Tem novidades no blog...

Agora tem um espaço para facilitar a vida dos leitores deste blog, você pode imprimir, adicionar aos favoritos compartilhar no twitter, facebook, orkut, msn...  

Tudo isso naquele botão logo abaixo de cada postagem e acima do espaço dos comentários.
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segunda-feira, 21 de março de 2011

Sobre o tamanho


"Se o maior fosse o melhor, o elefante seria o dono do circo."


ALVES, Rubem. Ostra feliz não faz pérola. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2008. Pág. 17.
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terça-feira, 15 de março de 2011

Suco de tangerina e gengibre

Suco de tangerina e gengibre


15 tangerinas murgote lavadas
1 colher (sobremesa) de gengibre fresco ralado
Açúcar ou adoçante a gosto

Esprema as tangerinas, coe o suco e despeje em uma jarra. Junte o gengibre, adoce e leve à geladeira até o momento de servir.

Rende aproximadamente 1 litro.

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segunda-feira, 14 de março de 2011

Horn please!


O trânsito na Índia é assim. Quem quiser ultrapassar, por favor buzine!

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domingo, 13 de março de 2011

Viagem pelas estradas da Índia...

"Como em qualquer viagem, começamos animados, prestando atenção em tudo. Até chegar a um trecho que eu pudesse chamar de estrada - daquelas estradas que a gente conhece, com verde, vaquinha, montanha, acostamento (calma, acostamento não! - estamos na Índia!!), enfim, "estrada com cara de estrada", foi mais de uma hora. Só então começamos a ver coisas mais curiosas, como os peregrinos vestidos de vermelho carregando uma estrutura cheia de bandeiras, com um balde em cada extremidade. Tuli me explica que eles estavam vindo do Rio Ganges (o mais sagrado para os indianos) com um pouco da água preciosa para levar aos templos das suas cidades - a pé! Jornadas que não raramente levavam dias! Eram tantos, que logo eles começaram a fazer parte da paisagem, que ia se tornando cada vez mais rural. Mulheres de saris coloridíssimos andavam em meio a plantações levando volumes desproporcionais na cabeça. Camelos começavam a sobressair como modo de transporte - e não é difícil ver elefantes usados para o mesmo fim.

Na hora do almoço, "já" estávamos em Jaipur, uma das cidades mais ricas da região - e quase metade do caminho. Com suas casas rosas (todas as construções do centro antigo são obrigadas a ter a mesma cor - sem entrar muito na história, um marajá do século 19 mandou pintar todas as casas nessa cor para receber o então príncipe de Gales, e a moda "pegou") e um forte lindíssimo, Jaipur quase nos rouba a vontade de chegar a Udaipur. (...)

CAMARGO, Zeca. A fantástica volta ao mundo/registros e bastidores de viagem por Zeca Camargo. São Paulo: Globo, 2004. Página 164- 165.
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sexta-feira, 11 de março de 2011

Economia com estilo.

Eu quero!




P.S. Fui comprar, queria roxo e acabei trazendo um preto. Era só a cor que tinha na loja... =/
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Olhares da Índia por Lan.



Dançarina em Udaipur, Índia. Fotografia de LAN do blog Lan and Snaps. Descobri esta e outras belas imagens porque ele é seguidor aqui do blog e permitiu a publicação das fotografias dele.

Quem quiser ver mais imagens, visite o blog ou aguarde a publicação aqui.


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quarta-feira, 9 de março de 2011

Os macacos pelos telhados de Jodhpur...


Jean-Pierre Zwaenepoel

Índia. Em Jodhpur, a cor azul indica as casas das pessoas de casta mais elevada, os brâmanes. Os langures vistos nos telhados, considerados pelos hindus encarnações do deus-macaco Hanuman, circulam livremente pela cidade.

Visões da Terra. Revista National Geographic Brasil, outubro de 2007. Ano 7, n° 91.
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terça-feira, 8 de março de 2011

Sonho com um feliz dia das mulheres para todas...



... ricas ou pobres, velhas ou jovens, da Índia ou de qualquer lugar do mundo.

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quinta-feira, 3 de março de 2011

Primavera na Índia... Época do Holi, a festa das cores...

... Carnaval no Brasil... Uma profusão de cores!

Estou viajando, deixo vocês com alguns momentos do cinema indiano que retratam o Holi... Os vídeos não estão com uma qualidade boa, mas o que vale é comemorar o Holi.




Quando retornar, respondo todos os comentários e retribuo as visitas.


=)
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quarta-feira, 2 de março de 2011

Comemorar o festival do Holi em São Paulo...


Cardápio
3 tipos de petiscos com 5 tipos de molhos 

Samosa: Pastel Indiano de vegetais. 
Pakora: Vegetais empanados com farinha de grão de bico. 
Chicken tikka: File de frango em cubos marinades com especiarias e assados no forno. 

7 tipos de saladas e Raita 

Pratos Principais 
Vegetable curry: Um prato do dia a dia indiano, composto de vegetais ao molho curry. 
Chana masala: Grão de bico cozindo ao molho curry. 
Aloo gobi: Couve-folr e batata preparados com cebola, especiarias indianas e curcuma. 
Handi dal: Lentillas amarelas cozidas com especiarias aromaticas,cebola,tomate e gengibre. 
Murg Korma: Cubos de peito de frango cozidos ao crème de curry e leite de coco. 

Pães 
Naan: Pao indiano feito com farinha de trigo refinado, feito no forno Tandoor. 
Chapati: Pao indiano feito com farinha de integral feito em chapa. 

Arroz 
Sada chawal: Arroz Branco. 
Navaratna pulao: Arroz cozido com vegetais variados, especiarias aromaticas e frutas secas. 

Sobremesas 
Gulab jamun: Bolinha de leite reduzida, recheada com pistache, frita, embebida em calda de açúcar e cardamono. 
Gajar ka halwa: Doce de cenoura. 

Reservas: 
Kiran: 011-82828428 / 011-66367644 
Adriana: 011-78301863 
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Tuk Tuk, riquixá, agitação e aventuras pelas ruas de Delhi

"(...) Agitação, aliás, é palavra branda para descrever o que acontecia ao nosso redor. Andar por Delhi pode ser atordoante. Fiquei até tentando imaginar como é ser indiano e não sentir a interferência disso tudo. Meu amigo certamente nem prestava atenção ao corre-corre. Mas nós, como turistas (e mesmo eu que nem estava lá pela primeira vez), não conseguíamos resistir às imagens que disputavam nosso olhar. Dezenas de homens magros e sujos agachados em frente a restaurantes, esperando o cozinheiro doar um pouco de comida (na tradição muçulmana, você tem o dever de ajudar os pobres); passageiros discutindo com motoristas de tuk tuk sobre o preço de uma corrida; famílias inteiras (e agregados) sentadas em corredores transformados em lojas de tecidos, com centenas de saris (a roupa tradicional para as mulheres), esperando seus clientes; velhos homens de idade imprecisa caminhando apenas com um pedaço de pano na cintura pela fachada do Forte Vermelho. Coisas demais, precisávamos descansar."

Antes de existir o tuk tuk, havia o riquixá. Sem motor (cujo barulinho dá nome ao tuk tuk), ele é apenas uma cadeira atrelada a uma bicicleta - e haja pernas para o condutor conseguir levar dois (ou mais) passageiros pelas ruas da "velha Délhi".

CAMARGO, Zeca. A fantástica volta ao mundo/registros e bastidores de viagem por Zeca Camargo. São Paulo: Globo, 2004. Página 162- 163.

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Pelas ruas de Calcutá...


Mulheres cozinham e a criança nua olha o agente borrifando pesticida para matar larvas de mosquitos transmissores de Malária.

Foto: John Stanmeyer (que na foto abaixo está literalmente mergulhando no assunto, pelas ruas de Calcutá)


Revista National Geographic Brasil, Julho de 2007. Ano 7, n°88.
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