domingo, 10 de agosto de 2014

Alma e self na filosofia indiana

"[...] na filosofia indiana em particular, há um interesse notavelmente sutil e complexo por diferentes sentidos de alma e self e sua relação com pessoas (parusha). Há jiva, que representa o self individual. Há Atman, que representa o self maior, cósmico, que todos partilhamos, e depois há Brahman, a realidade única, abrangente." 

SOLOMON, Robert. Espiritualidade para céticos: Paixão, verdade cósmica e racionalidade no século XXI. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003. p. 272.

Share |

Razão e emoção

"Entre os muitos significados sugeridos para os conceitos de razão e racionalidade, nenhum foi mais destrutivo que aqueles que opõem sistematicamente a razão à emoção, isto é, que opõem racionalidade como sensatez a emocionalidade como insensatez. Ser racional é ser desapaixonado, "indiferente", não movido pela emoção. Ser emocional, em contraposição, é ser cego para a razão. Penso que esta oposição entre racionalidade e emoção precisa ser reconsiderada, e a prioridade dada à razão desapaixonada (ou sem paixão) profundamente questionada."

SOLOMON, Robert. Espiritualidade para céticos: Paixão, verdade cósmica e racionalidade no século XXI. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003. p. 156-157.

Share |

Mapa da India 1814 "An accurate map of Hindostan or India, from the best authorities."


Share |

Realidade, pensamento e maya

"[...] os pensadores bramânicos chegaram à conclusão de que o par percebido de opostos reflete a natureza não das coisas, mas da mente que os percebe. O pensamento percebedor deve transcender-se, se quer atingir a realidade verdadeira. A oposição é uma categoria da mente do homem, e não em si mesma um elemento da realidade. No Rig-Veda, o princípio é expresso desta forma: 'Sou os dois, a força da vida e a vida material, os dois ao mesmo tempo'. A consequência final da ideia de que o pensamento só pode perceber em contradições encontrou seguimento ainda mais drástico no pensamento vedântico, que postula ser o pensamento - com toda a sua fina distinção - 'apenas um horizonte mais sutil de ignorância, de fato o mais sutil de todos os enganadores recursos do maya'.

FROMM, Erich. A arte de amar. Belo Horizonte : Itatiaia, 1990. p.104-105)
Share |

Sobre a disciplina como expressão da vontade própria

"O oriente reconheceu há muito tempo que aquilo que é bom para o homem - para seu corpo e sua alma - deve também ser agradável, ainda que no princípio se torne necessário superar certas resistências."

(FROMM, Erich. A arte de amar. Belo Horizonte : Itatiaia, 1990. p. 146)
 
Share |
Related Posts with Thumbnails