segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Sandália de noiva indiana


Os pés da noiva já estão pintados com henna, dá para ver um pedaço da roupa vermelha (cor das noivas indianas) e essa sandália é a coisa mais linda do mundo!

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domingo, 25 de janeiro de 2015

My Sleeping Karma


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My Sleeping Karma - Brahama

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Roupa do noivo em casamento indiano: Diferença entre sherwani e kurta


"Com um olhar meio despercebido, muitas vezes não conseguimos notar diferenças entre as kurtas e as sherwanis. Ainda mais com essa tendência dekurtas mais sofisticadas, que inclusive tem nome próprio, os indianos a chamam de semi-sherwanis, que nada mais são do que as kurtas mais trabalhadas e requintadas. Contudo, as kurtas são mais requisitadas para o dia a dia do homem indiano, materiais mais vulgares como o algodão são para eventos mais informais, enquanto que, tecidos mais finos, como a seda, por exemplo, o homem a usa para dias festivos. Para casamentos o mais indicado são sherwanis. O casamento é um evento único na vida de um homem, por isso, segundo a tradição indiana (e a ocidental também), requer todo o esmero e pompa possível. Ao contrário do que muitos pensam, o casamento indiano é um evento muito luxuoso, considerado o dia mais importante na vida do noivo e da noiva.

Separei algumas fotos de kurtas e sherwanis de várias cores, coloquei-as lado a lado para observamos as diferenças.

Como a sherwani desse modelo é muito opulenta, com muito brocado, preferi colocar uma semi-sherwani, que será a única do nosso comparativo, só para nos atermos as suas diferenças. O sherwani, no final das contas, é como um paletó indiano, enquanto a kurta é como a nossa camisa. Aliás, por debaixo do sherwani é indicado usar uma kurta, assim como no traje formal ocidental, onde sempre usamos um terno, por exemplo, com uma camisa de algodão debaixo.

Nesses modelos acima dá para perceber bastante dentre uma peça e outra. O sherwani é muito mais alinhado, tem o tecido mais encorpado, mais bordados e detalhes, assim como, a abertura frontal. O sherwani realmente lembra a roupa de um príncipe, enquanto a kurta lembra um tipo de um pijamão mais social do homem indiano.

Os indianos levam tão a sério que no dia do casamento o noivo tem que parecer um príncipe que nas fotos, colocam acessórios como gravatas. Quer saber mais? Na tradição indiana o noivo chega montado num cavalo branco, como nos contos de fadas. Será que foi assim que surgiu o “príncipe num cavalo branco?”

Ainda que a kurta tenha a abertura central, ela é bem mais “atrapalhada” que o sherwani. Veja como o sherwani fica bem melhor no corpo do homem, muito mais alinhado.

É, não dá para casar com kurta! Nessa foto, reforço minha opinião. Os devotos Hare Krishna usam kurtas ou kurtis, que é a kurta de manga curta, no dia a dia religioso. Tá certo que dificilmente vemos por aqui, até por uma questão de preço, kurtas tão elaboradas e finas, no entanto, elas não favorecem muito o corpo do homem e por serem largas e de corte vulgar, não cria um look tão opulento como um casamento mereça."

Via Bangalo
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Cores na cultura indiana



"Na Índia onde quer que você vá tudo é muito colorido, extremamente colorido...

As cores inspiram, anestesiam, fascinam, estimulam, apaziguam...trazem sensações, geram emoções, lembranças, sentimentos, estimulam nossos sentidos, desejos..


A cultura indiana acredita que as cores, além de controlar os aspectos físicos e espirituais do ser humano, exercem uma imensa influência sobre as situações do cotidiano.

A escolha das cores das roupas, dos ambientes, dos alimentos são extremamente importantes para cada momento. As cores estão sempre ao nosso redor e causam um impacto poderoso em nosso estado de espírito. O uso da cor na decoração é uma ferramenta muito importante para o Vaastu, pois cada uma delas nos remete a uma sensação e atitude.

Seguem então algumas especificações sobre as cores na filosofia indiana:

Vermelho: é uma cor auspiciosa e representa o poder espiritual que supera a maldade. Motiva, aumenta a vitalidade. Traz poder, coragem e força de vontade, além de reforçar a lealdade. E ainda inflama paixão e o desejo. Mas deve ser usado com precaução, pois em excesso pode gerar raiva, ansiedade e agressividade.

Laranja: é uma cor que estimula a sensitividade, generosidade e a compaixão. Representa o fogo sagrado que queima as impurezas e lembra a busca da iluminação espiritual. Esta cor estimula a nossa energia e a alegria de viver. Excesso de laranja em um ambiente, ou na roupa pode gerar agitação e tensão nervosa.

Amarelo: Representa a luz espiritual que ilumina a verdade. Estimula a mente e o intelecto para adquirir sabedoria e clareza, aumentando a nossa força interior e auto-estima. Gerando assim, criatividade e curiosidade. Ficar exposto a esta cor por demasiado tempo tende a tornar a pessoa excessivamente perfeccionista.

Verde: Nos rituais hindus usa-se folhas verdes de plantas sagradas para expressar a importância da natureza. Uma cor que estimula a harmonia, o equilíbrio e os sentimentos de calma. Gera propriedades terapeuticas, estimulando a saúde. Está associada com rejuvenescimento e renovação.

As cores tem o poder de introduzir em um ambiente diferentes sensações, emoções...

Para cada pessoa, para cada ser , para cada ambiente a mesma cor pode trazer efeitos um pouco ou as vezes muito diferentes.

As cores influenciam nossas escolhas, nossos comportamentos, nossos desejos...

Pessoas Pitta são mais sensíveis às cores vermelhas e alaranjadas...quando expostas à estas cores seus comportamentos agressivos, raivosos tendem a se manifestar com mais facilidade.

Já as Vatas são estimuladas e tendem a ficar mais alegres , mas se exagerar podem ficar bastante ansiosas e agitadas.
E para pessoas Kapha , o vermelho e laranja, por exemplo são muito benéficos, pois inspiram ao movimento e ação, já que as pessoas deste dosha tendem ser mais inertes e depressivas.

Seguem então mais algumas informações à respeito das cores na cultura indiana:

Azul: Esta cor inspira a harmonia, serenidade e acalma as emoções. Representa o lado frio da natureza. Um ambiente com esta cor ajuda a acalmar a mente, promover a verdade e a fé. Mas tome cuidado, pois o excesso de exposição a esta cor gera sensação de depressão e isolamento.

Violeta: Na cultura indiana esta cor é comumente usada nas mandalas. Uma cor que inspira respeito, inspiração. Um ambiente com esta cor inspira a meditação e tranquilidade. Dispersa a depressão e induz à reflexão positiva. Gera um ambiente apaziguador, mas a exposição demasiada tornar a pessoa muito auto centrada e distante do mundo.:

Índigo: Esta cor reforça a nossa intuição e imaginaçã. Nos ajuda a olhar para dentro, para que se possa compreender a verdadeira natureza da nossa alma e nosso respeito com Existência. Cria um equilíbrio e estabiliza as emoções e sentimentos. Mas a exposição excessiva gera cansaço e fadiga.
Branco: Para o hinduismo o branco representa a pureza e nobreza que gera pensamentos e ações puras. Uma cor que remete paz e conforto. Promove a purificação da alma, do corpo e da mente."

Por Laura Pires para Hierophant
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domingo, 18 de janeiro de 2015

Afrodisíacos: O desbravamento sensorial dos portugueses no Caminho das Índias


Sim, era preciso conservar os alimentos por mais tempo e amenizar o cheiro e sabor de estragado, mas não se engane achando que as especiarias vindas do Oriente serviam "apenas" como temperos...

Imagem do filme "The Mistress of Spices" baseado na obra de Chitra Divakaruni.
"O estímulo renovado dos sentidos foi uma das facetas mais exuberantes do Renascimentos, não apenas na expressão artística, mas também no desenvolvimento de uma sensualização dos costumes. Portugal era a porta de entrada desses produtos. Se, por um lado, o reino não conheceu a exaltação pictórica, poética, gastronômica e luxuriosa do corpo, ele constituiu-se na placa giratória que distribuía especiarias de luxo vindas do Oriente para as cortes da França e das ricas cidades italianas.

Um dos cronistas a perceber o desbravamento sensorial vivido pelos portugueses foi Garcia da Orta. De origem hebraica e amigo de Camões, ele dedicou-se ao estudo da farmacopeia oriental. A descoberta de novas faunas e flores permitiu-lhe saudar, com entusiasmo, os afrodisíacos largamente utilizados nesta parte do mundo. Ele não apenas menciona a cannabis sativa, banguê ou maconha, mas exalta também as virtudes do ópio. Fundamentado em sua convivência com os indianos, Orta sabia que o ópio era usado como excitante sexual capaz de duas funções: agilizar a "virtude imaginativa" e retardar a "virtude expulsiva", ou seja, controlar o orgasmo e a ejaculação. Além desses dois produtos, Orta menciona o bétel, uma piperácea cuja folha se masca em muitas regiões do oceano Índico, lembrando sobre o seu uso que "a mulher que há de tratar de amores nunca fala com o homem sem que o traga mastigado na boca primeiro"."

(DEL PRIORE, Mary. Histórias íntimas: sexualidade e erotismo na história do Brasil. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2011, p. 37-38.)
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domingo, 11 de janeiro de 2015

O Orientalismo de Ruth Saint Denis

Ruth Saint Denis
Um tempo atrás havia visto e me encantado com as imagens desta bailarina em um artigo sobre Orientalismo em Hollywood que citava o livro Visions of the East: Orientalism in Film de Matthew Bernstein e Gaylyn Studlar.

Ruth Saint Denis
Ruth Saint Denis
Ruth Saint Denis

Em 1906, em Nova York a bailarina Ruth Saint Denis mostrou seu primeiro solo, Rhada, que foi apresentado por ela até seus 80 anos de idade (veja aqui um trecho de "The Delirium of Senses" from Radha)  neste link da UCLA Library você pode ver mais fotografias da bailarina com as referências.

Ainda não li, mas há um livro em português que referencia a bailarina e seu marido, também bailarino, Ted Shawn:

BOURCIER, Paul. História da Dança no Ocidente. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

*   *   *
"Ruth Saint Denis (20 de janeiro de 1879 – 21 de julho de 1968) foi bailarina, coreógrafa e pedagoga Americana, nascida em New Jersey e criada em uma fazenda por seu pai, mecânico desempregado e sua mãe, que tinha um diploma de medicina. Esse fato fez com que ela entrasse em contato com movimentos filosóficos e religiosos. Por morar em uma fazenda, Ruth desenvolveu desde pequena sua fascinação pelos elementos da natureza, despertando assim seu interesse pelos aspectos espirituais da ‘’mãe natureza’’.
Ruth Saint Denis pode ser considerada a pioneira da dança moderna americana, se destacou por suas apresentações orientais e pelo seu interesse pelo exotismo, misticismo e a espiritualidade presente em seus estudos.
Em suas coreografias misturava os conceitos do físico e da divindade, isso fez com que ela estudasse inúmeras religiões ao longo de sua vida. Para ela a dança era um ritual e uma prática espiritual.
Desde nova foi influenciada a estudar a dança, fazia aulas de ballet com a bailarina italiana Maria Bonfante, porém, apenas em 1892 iniciou sua carreira profissional em New York, trabalhando em um museu e em casas de Vaudeville com seu número ‘’A Ruth Only’’. Quando sua família se mudou para o Brooklyn, Ruth se deparou com uma variedade de literaturas, fazendo assim com que estudasse e se aprofundasse ainda mais em suas práticas espirituais. Ela aprendeu sobre o budismo e desenvolveu isso em suas práticas coreográficas que se fundiram rituais espirituais com a dança e o movimento.
Em 1898, Ruth é descoberta por David Belasco, produtor da Broadway bem sucedido que a contrata para ser bailarina de sua empresa de grande porte. Em uma produção chamada ‘’Zaza’’, David coloca Ruth em contato com outros artistas de New York, Europa, Ásia, Japão e França. As ideias inovadoras de Ruth foram destruídas por esses artistas, porém, isso fez com que cada vez mais ela não desistisse de seus interesses pelas culturas orientais. Pouco depois, em 1900, ela começou a construir suas próprias ideias sobre a dança/drama, baseada nas técnicas de dramatização de sua inicial formação e seus estudos sobre filosofia, ciências e histórias de antigas culturas.
Em 1904 em uma de suas viagens com Belasco, ela observa em um outdoor de propaganda de cigarros, a imagem da Deus Egípcia do amor e da magia, com o nome de Ísis. Esse fato fez despertar seu interesse sobre o Egito e a Índia. A partir disso Ruth criou sua coreografia chamada ‘’Radha’’, que foi apresentada até seus 80 anos de idade.
Trabalhos mais famosos:
  • O Incenso
Solo curto que se baseava em um ritual da queima de incenso hipnotizante, era caracterizado por movimentos rápidos e a encarnação de uma mulher, em movimentos ascendentes entre espirais de fumo.
  • As cobras
Obra que se passa em uma rua indiana, ela encarna um encantador de serpentes, usando braços e com seus anéis de esmeralda que representavam os olhos da cobra, encantando o público.
  • Radha
Se baseia na dança de um templo indiano, explorando o ‘’delírio dos sentidos’’ evocado através de exóticos trajes e cenografia.
Entre suas inúmeras colaborações para a dança, ela foi a fundadora da Denishawn (Escola de dança) e em 1938 criou o programa de dança da Universidade Adelphi, um dos primeiros departamento de dança em uma universidade norte-americana."
Biografia Via Wikidança

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sábado, 10 de janeiro de 2015

Precisamos descolonizar nossas mentes e corpos


A descolonização não acabou no século XX...

Latino-americanos, africanos, asiáticos, todos precisamos descolonizar nossas mentes e corpos.

Estamos em processo e esta mudança não se dará colorida e sorridente como na bonitinha ilustração que reproduzo acima.
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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Como fazer sua própria lanterna "marroquina"

luminária de vidro; porta-velas de vidro

Você vai precisar de:

Potes de vidro
Tinta verniz vitral (para pintar o vidro)
Aguarrás
Tinta dimensional (para fazer o relevo)
Arame (para fazer a alça)

Você vai colorir o vidro da cor que você quiser pelo lado de dentro e depois pintar os relevos pelo lado de fora. 

1) Misture dentro do próprio vidro a ser pintado a tinta verniz vitral com uma pequena quantidade de aguarrás até ficar do tom que você quer pintar o vidro.

2) Vá girando o vidro até pegar tinta em toda a superfície interna do pote. Depois vire com a boca para baixo em cima de um jornal para secar. (Se você for pintar mais vidros com a mesma cor, vire de um para o próximo e aproveite a tinta.)

3) Depois que secar a pintura interna (eu deixei secando de um dia para o outro) faça os relevos na parte externa. Use a própria embalagem da tinta dimensional para fazer os desenhos que você quiser.

4) Assim que estiver seca, use o arame para fazer as alças e a sua lanterna está pronta para usar.

Imagens LITdecor
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